Tailo Mateus Gonsalves

I’m a software developer, minimalist who is passionate about helping people become more capable and productive with good habits.

I created this website in order to share my experiments in becoming a more effective and explores what it means to live a good life.

A relação entre minimalismo digital e o lazer

Nota: Quando mencionar “tecnologia” ao longo deste texto, considere que estou me referindo sobre websites, aplicativos, ferramentas digitais e até mesmo aparelhos tecnológicos.

Nota 2: Algumas ideias foram retiradas do livro Digital minimalism, você pode ver mais na seção de referências.

Eliminar distrações online nunca foi um problema para mim. O fato que quando é removido algo da sua vida, é preciso preencher de alguma outra forma. Há alguns anos, quando retirei o Facebook da minha vida, percebi logo que sobrou algumas horas na semana. Maravilha, não é mesmo? Pelo contrário, isso produziu um pouco mais de ansiedade e tédio. Reduzir a distração sem o preencher pode tornar a vida desagradável.

Assim como eu, provavelmente no começo você achará a vida sem as tecnologias opcionais desafiadora. Sua mente desenvolveu certas expectativas sobre distrações e entretenimento, e elas serão interrompidas quando você as remove-las do seu cotidiano.

Aprendi isso da pior forma possível. Os minimalistas digitais iniciam sua conversão renovando o que fazem com seu tempo livre, cultivando o lazer de alta qualidade antes de descartar o pior de seus hábitos digitais. Porém, quando o vazio é preenchido, você não precisa mais de distrações para evitá-lo.

Para muitas pessoas, o uso compulsivo do smartphone preenche o vazio criado por uma vida de lazer parcialmente estruturada. Então, podemos concluir que ao cultivar uma vida de lazer de alta qualidade, será mais fácil minimizar as diversões digitais de baixa qualidade depois.

Prática e reflexão

Quando as pessoas consideram ferramentas ou comportamentos específicos em suas vidas digitais, tendem a se concentrar apenas no valor que cada um produz.

Imagine, por exemplo, que você tenha o hábito de passar dez horas por semana no Linkedin ou outra rede. Provavelmente você valoriza novas conexões e contato com novas ideias, então por que não participar de algum evento interessante todos os meses e se forçar a falar com outras pessoas enquanto estiver lá? Isso produziria tipos semelhantes de valor, mas consumiria apenas algumas horas de sua vida por mês.

Outro exemplo, digamos que você acompanhe as fotos de algum amigo no Instagram. Essa atividade é provisoriamente justificada pelo fato de você valorizar profundamente essa amizade. Mas a questão relevante nesse caso é se navegar no Instagram é a melhor maneira de apoiar esse valor. Algo tão simples como ligar para esse amigo uma vez por semana (ou mês) seria significativamente mais eficaz para manutenção desse vínculo.

Justificamos muitas das tecnologias que tiranizam nosso tempo e atenção com algo de que gostamos. O minimalista, por outro lado, mensura o valor dessas conexões e não se impressiona com todas, exceto com as mais representativas.

Quando usar a tecnologia?

Primeiramente, essa tecnologia possibilita diretamente algo que valorizo profundamente? Essa é a única condição a se considerar para deixar uma tecnologia em sua vida. O fato de ela oferecer algum valor por si só é irrelevante.

Isso não quer dizer para você remover o entretenimento digital da sua vida, por exemplo, eu defino uma hora toda a sexta-feira para me manter atualizado com o que acontece no meio digital. Esse tempo é suficiente para aproveitar o que a internet tem de melhor.

Como um novato na filosofia do minimalismo em geral, estou interessado em utilizar as novas tecnologias de maneira altamente seletivas e propositadas, que gerem grandes ganhos. Afinal, isso tudo não é diretamente sobre tecnologia, mas sobre qualidade de vida.

Referências

Digital Minimalism by Cal Newport